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Ford Territory tem bom conjunto, mas falta identidade da marca

Apresentado no Brasil em 2018, finalmente o Ford Territory 2021 chegou ao mercado nacional. O SUV importado da China foi avaliado pelo NA em sua opção topo de linha.

Focando no espaço interno, conforto, tecnologia e economia, o Territory é uma aposta da Ford para ter um produto acima do EcoSport, embora ainda que haja espaço para mais.

Ford Territory tem bom conjunto, mas falta identidade da marca Custando R$ 165.900 na SEL, o Territory Titanium chega por R$ 187.900. Para cobrir essa diferença, a marca americana adicionou diversos itens. VEJA TAMBÉM: Jeep Compass 2020: preço, motor, consumo, versões (e detalhes) Ford EcoSport 2020: preço, motor, consumo, versões (e detalhes) New Fiesta 2019: preços, motor, consumo, versões (e detalhes) Equipado com motor 1.5 Turbo de 150 cavalos e 22,9 kgfm, o Territory vem com CVT simulando 8 marchas e tração dianteira.

Por fora? Ford Territory tem bom conjunto, mas falta identidade da marca Grande. O Ford Territory 2021 tem um porte avantajado e parece até maior que realmente é. A frente é bem pronunciada e curvada, tendo faróis full LED e grade em preto brilhante.

O para-choque vem com luzes diurnas que também são repetidores de direção, além de faróis de neblina. As rodas aro 18 polegadas têm pneus 235/50 R18 e se harmonizam com a proposta.

Nas laterais, a curvatura das janelas reforça as colunas C, que possuem vigias laterais, num design que não é o da Ford, mas da JMC, sócia chinesa da marca.

Ford Territory tem bom conjunto, mas falta identidade da marca Com defletor de ar proeminente na tampa, o teto parece suspenso pelas colunas C. As lanternas grandes em LED se apresentam bem no visual traseiro, que é incorporado.

O Territory vem com teto solar panorâmico de série e isso dá mais status ao SUV da Ford, que também tem câmeras nos retrovisores, que possuem rebatimento elétrico e bom tamanho.

Por dentro? Ford Territory tem bom conjunto, mas falta identidade da marca Por fora, o Ford Territory ainda lembra um carro da marca americana, mas por dentro é outra coisa. O ambiente reflete a proposta da marca para a China e não o padrão global do fabricante.

Ainda assim, o acabamento é bom, tendo materiais de boa sensibilidade ao toque, encaixes perfeitos e sem defeitos de montagem. Imitando madeira e com couro bege, ele fica interessante.

O painel lembra o do Toyota Camry, mas tem cluster digital com três estilos, sendo o Clássico interessante, porém o Fashion é o que evidentemente faz lembrar um Ford.

Ainda existe o Esportivo, com mostradores inclinados, claramente inspirado no Peugeot 3008. É bem configurável e fácil de acessar pelo volante.

Já a multimídia SYNC Touch é coisa nova. Ela mantém aquele padrão dividido em 4 áreas, mas você pode manipular movendo o centro das quatro funções, aumentando aquela desejada.

Tem câmera de ré em 360 graus e animação 3D semelhante ao do Audi e-tron, que ajuda a ter uma noção do espaço em volta.

As telas dos botões do ar condicionado e desembaçadores estão longe de um Ford, mas são bonitos. O túnel central chama atenção pela alavanca alta e comandos diversos na base.

Ali você tem freio de estacionamento eletrônico (que infelizmente não destrava ao simplesmente acelerar), Brake Hold, modo Sport, sensores de estacionamento, estacionamento automático e alerta de faixa.

Se você não usar o volante para comandar volume e mídia, pode tocar na SYNC Touch ou ainda manusear um conjunto físico entre o câmbio e o porta-trecos duplo entre os bancos.

O volante não é expressivo, mas possui comandos de mídia, telefonia, computador de bordo e cluster. O ajuste do controle de cruzeiro adaptativo fica numa haste na coluna.

Os bancos em couro são confortáveis e ajustam bem o corpo, sendo os dianteiros com ajustes elétricos sem memória, além de aquecimento e ventilação, este último elogiável pela proposta.

Sob o painel, ainda existe um slot para carregamento indutivo de smartphone, mas ele não funcionou com nosso aparelho Samsung S10+. A potência varia de 5W a 15W.

Falando em conectar, o Territory integra bem Android Auto e CarPlay, mas apenas o segundo é sem fio. Ele ainda tem 4 portas USB. Com ar condicionado automático, também oferece difusores traseiros.

No teto, o comando do teto e persiana exige o acionamento contínuo durante a operação. Muito espaçoso, o Territory é bem largo por dentro, além de oferecer ótimo espaço para as pernas.

Atrás, apoio de braço com porta-copos e luzes de leitura. O ambiente tem sete opções de cores para os feixes de LED presentes no painel e portas, inclusive as traseiras.

Já o porta-luvas é bem simples e sem iluminação. No porta-malas, cabem apenas 420 litros até o teto. São 348 litros até a altura dos vidros, mas com os bancos rebatidos, pode chegar a 1.120 litros.

A tampa do bagageiro é manual e com o estepe fino de aro 18. Ainda existe um colete amarelo para emergências.

Por ruas e estradas?

O Ford Territory 2021 se confirmou com o motor chinês, o JMC JX4G15, que foi projetado pela AVL da Áustria para a JMC e chama atenção por ter turbo e injeção direta.

Com quatro cilindros, o 1.5 é descrito pela Ford como ?EcoBoost? e ?GTDI?, já que tem turbocompressor e injeção direta de combustível, mas abastecido apenas com gasolina.

A Ford diz que na faixa de preço do SUV, os clientes não exigem tanto essa opção flexível. De qualquer modo, ele realmente apresenta boa disposição com este combustível.

Entregando 150 cavalos a 5.300 rpm e 22,9 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm, ele é até bem elástico com os números. Contudo, o que mata é o câmbio CVT.

Sendo já mais potente que o similar para a China, o Territory para o Brasil tem simulação de oito marchas no CVT contra apenas cinco na Ásia.

Isso permite naturalmente obter melhor desempenho no dia a dia. Nas saídas, o Ford Territory é até esperto e faz o 1.5 GDTI mostrar sua força.

Entretanto, conforme o giro sobe, o CVT vai revelando sua natureza e as retomadas não são boas como se imagina com um motor um pouco mais potente como esse.

Há um bom deslizamento de correias, o que é perceptível com o aumento do giro do motor, sem a mesma resposta em agilidade. Não é um defeito do carro, já que é assim que funciona o CVT.

Pode-se ainda explorar o modo Sport e ver a rotação ficar em média 1.000 rpm acima, porém, não conseguimos manter uma rotação acima do 5.300 rpm, onde fica a potência máxima.

Também se pode usar as mudanças manuais na alavanca, mas não vai muito longe disso. No dia a dia, o Ford Territory mostrou que o ideal é deixar em Drive e seguir em frente.

Nas ultrapassagens ele vai bem até, mas sempre com um bom aumento de giro do motor e o ruído característico, que mostra o deslizamento do CVT.

Não é um carro com pouca oferta de energia, pelo contrário, ele anda até que bem. Um câmbio automático até mesmo de seis marchas, daria resultados melhores.

Ainda assim, poderíamos ver seu bom consumo ruir. Rodando entre 1.500 e 2.000 rpm na cidade, o SUV da Ford se mostrou até econômico, fazendo ótimos 11,6 km/l.

Na estrada, ele fez bons 15,1 km/litro, o que permite rodar 785 km com um tanque. Rodando a 110 km/h, o mostrador digital fica em apenas 1.700 rpm, revelando uma relação bem longa.

Tendo um bom isolamento acústico, um dos quatro itens principais alterados pela Ford, ele agradou.

Com motor, câmbio e acústica testada em 103.000 km de rodagem pelo Brasil, o Ford Territory teve também sua suspensão recalibrada para nossa realidade.

Não é um carro com suspensão firme como do Tiguan, um de seus rivais. O foco é no conforto, por isso, ela é mais macia, filtrando bem as irregularidades em pisos ruins.

Com bom curso, não bate seco e passa em todas as lombadas, até aquelas animalescas. No entanto, ela poderia ser mais firme para acompanhar a direção elétrica, que é bem imediata.

Gostosa, ela torna as reações mais rápidas e agradáveis. O conjunto até acompanha, criando uma boa dinâmica de condução, mas um pouquinho mais de rigidez nas molas seria interessante.

Os freios também atendem bem, assim como o controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go. O alerta de faixa apenas toca o alarme e não corrige a direção.

Ele ainda vem com alerta de colisão com frenagem de emergência, que não tivemos a oportunidade de testar, felizmente?

O estacionamento automático é também bem fácil de operar e é daqueles que faz mil movimentos para deixar o carro certinho na vaga.

Tudo observado pelo cluster e multimídia. Falando nela, a animação 3D pode ser usada até 20 km/h.

Por você? Com ótima posição de dirigir, o Ford Territory é uma proposta interessante da marca, embora não seja de fato um produto nascido para levar o oval azul na grade.

Para um não entusiasta, o SUV de porte médio não fará feio, especialmente para quem quer exibir um ?carrão?, dadas suas dimensões laterais de 1,93 m, sem os retrovisores!

É bem completo e tem uma multimídia intuitiva e bem funcional, além de acabamento bom. Peca pela não harmonia com a marca, carecendo de uma identidade, como a maioria dos chineses.

Ainda assim, sem pretensões de desempenho ou sincronia com a marca, o Ford Territory é uma alternativa interessante, mas é bom considerar seus rivais para fechar uma conclusão.

A marca comparou-o com Jeep Compass e VW Tiguan, mas existem vários rivais no cenário. Para quem buscava uma opção além do EcoSport, dentro da Ford, encontrou.

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